G1- Problemas psicológicos são a causa de 23% dos afastamentos médicos de policiais militares no Paraná, diz associação

 

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Por G1 PR


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De acordo com a Apra-PR, problemas psicológicos ou psiquiátricos são responsáveis por 23% dos afastamentos médicos de PMs no Paraná. — Foto: Feliphe Aires/PMPR

Problemas psicológicos e psiquiátricos são responsáveis por 23% dos afastamentos médicos de policiais militares em atividade no Paraná, de acordo com a Associação de Praças do Estado do Paraná (Apra-PR), que representa os soldados da Polícia Militar (PM-PR) do estado.

De acordo com a associação, atualmente são cerca de 1 mil policiais afastados com atestados médicos.

Na manhã desta segunda-feira (14), uma policial militar afastada para tratamento psiquiátrico teve um surto e entrou armada em um carro, ameaçando se matar, em Curitiba.

Ela aceitou entregar a arma após cerca de duas horas de negociação, segundo a PM-PR. A policial foi encaminhada para o Hospital do Trabalhador.

“São alguns problemas, o próprio ser policial, as escalas muito apertadas de serviço e a falta de tratamento médico em relação aos distúrbios psiquiátricos, porque o policial é visto como herói, porque a pressão faz com que ele internalize mais este problema ao invés de buscar a solução”, afirmou a advogada da Apra-PR, Vanessa Fontana.

De acordo com a associação, há 18 mil policiais militares em atividade no estado.

Avaliação médica

De acordo com a advogada da Apra-PR, há casos em que policiais militares afastados por problemas psicológicos são obrigados a voltar para o trabalho mesmo com atestados médicos.

Segundo a associação, um ato da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná determina que após 15 dias de afastamento, o policial passe por uma avaliação de uma Junta Médica que pode homologar ou não o afastamento do servidor.

“Nem sempre essa Junta conta com um psiquiatra. Em alguns casos, o policial precisa voltar ao trabalho, mesmo com um atestado médico dizendo que ele precisa ser afastado”, afirmou Vanessa Fontana.

De acordo com a advogada, o policial que desrespeita a norma de voltar ao trabalho pode ser preso por desobediência ou deserção, mesmo que esteja com o atestado médico.

“A nossa maior preocupação é que são pessoas com algum tipo de instabilidade emocional tendo que voltar a essa atividade”, afirmou.

O que diz a Polícia Militar

A Polícia Militar informou que possui serviço psicológico para os policiais, com 18 psicólogos, dos quais oito atuam no Serviço de Ação Social da Diretoria de Pessoal, sete em unidades policiais militares, dois no Hospital da Polícia Militar e outros dois na Junta Médica da corporação.

Ainda conforme a PM, a corporação possui programas voltados ao âmbito psicossocial dos militares estaduais.

“No atendimento psicológico, é possível esclarecer ao policial e bombeiro militar quais são os efeitos psicofísicos do estresse e fenômeno ‘burnout’, seus traumas e consequências que poderão advir do envolvimento em ocorrência de alto risco, oferecendo orientação e informação, prevenindo e tratando as possíveis consequências, e, por fim, proporcionar bem-estar ao policial e bombeiro militar, para que seu desempenho não seja afetado em suas atividades, dentro e fora da organização’, afirmou a PM-PR.

De acordo com a PM-PR, são realizadas avaliações periódicas com todo o efetivo de policiais militares e bombeiros militares “para atestar higidez física e mental na ativa, para concorrer a cursos de aperfeiçoamento, promoções e operações na Força Nacional e na Organização das Nações Unidas, para a concessão de licenças, reformas, ressarcimentos de despesas por acidentes de serviço, e ainda, para a concessão de porte de arma para policiais militares inativos”.

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One Response to "G1- Problemas psicológicos são a causa de 23% dos afastamentos médicos de policiais militares no Paraná, diz associação"

  1. Praca-desmotivado disse:

    A politica entrou forte nos quarteis, seus comandantes mentem descaradamente. Tiraram até a dignidade dos praças. Quando o pior acontecer vai ser tarde demais.

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