Dez horas para fazerem o flagrante: a dura rotina de policiais militares após fazer uma prisão.

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Um policial militar, que não será identificado, faz um desabafo após demorar nada mais nada menos que dez horas para entregar um adolescente apreendido e dois presos por um assalto a uma loja de departamentos em Curitiba. “O negócio é complicado. Nosso turno se encerrou às 19h, mas prendemos dois assaltantes e apreendemos um adolescente, por volta das 16h. Às 6h do dia seguinte não tínhamos sido atendidos ainda”, lamentou.

Para o presidente Associação de Praças do Estado do Paraná (Apra), Orelio Fontana, são ‘meias policiais’ que atrapalham a rotina dos policiais militares. “Esse modelo de polícias dividas no meio, o que é diferente de outros países, em que existe o ciclo completo de polícia, é um grande problema. Lá fora, quando um policial atende a ocorrência já encaminha à cadeia municipal, que faz a prisão definitiva do infrator”, descreveu à Banda B.

Para o presidente da Apra, o policial já passa por um turno de doze horas de trabalho e precisa ficar horas para resolver uma questão burocrática, fora do horário de serviço. “Ninguém chama um policial para tomar café, ele tem que atender questões com tensão. Já não tem comida nos quartéis e ainda passa do tempo de trabalho sem apoio para aguardar o flagrante. Essa equipe fica ali de duas a três horas aguardando o procedimento dentro da delegacia”, lamentou.

Para Orelio Fontana, é preciso que os legisladores brasileiros tomem uma atitude.”Eu, como entidade de classe, faço o meu apelo para que os legisladores façam alguma coisa. É necessário operar uma mudança significativa na Segurança Pública, para que o ciclo completo de polícia seja implantando no nosso país”, lamentou.

Sobre a demora no flagrante relatado, que aconteceu na semana passada, a Banda B entrou em contato com a Sesp (Secretaria de Segurança Pública) e aguarda um retorno.

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